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A doação abrange produtos para crianças de 0 a 2 anos, incluindo itens para crianças neurodivergentes, ressaltando a importância da comunidade na proteção infantil
A Casa Criar, anteriormente conhecida como Lar do Bebê, em Porto Velho, recebeu um gesto de solidariedade significativo por parte de Elizângela Gonçalves, madrinha do programa “Apadrinhando uma História”. Ela doou diversos artigos voltados para bebês de 0 a 2 anos, englobando itens que atendem às necessidades de crianças neurodivergentes.
Esse ato não só demonstra carinho e compromisso com o bem-estar das crianças acolhidas, mas também ilustra como a participação da comunidade pode aprimorar as condições de cuidado e desenvolvimento na primeira infância.
A doação é parte das iniciativas de proteção social promovidas pela Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), e evidencia a relevância do apoio da sociedade às crianças e adolescentes atendidos pelos serviços de acolhimento.
APADRINHANDO UMA HISTÓRIA
O programa Apadrinhando uma História tem como objetivo estreitar os laços entre a comunidade e crianças e adolescentes que estão em acolhimento institucional ou familiar, oferecendo oportunidades de convívio comunitário, apoio e formação de vínculos afetivos.
A proposta visa contribuir para o desenvolvimento social, emocional, educacional e pessoal dos acolhidos, contando com a participação de pessoas que queiram oferecer atenção, carinho, serviços ou apoio material e financeiro.
É importante frisar que o apadrinhamento é diferente da adoção. Trata-se de uma maneira de participar solidariamente na vida de crianças e adolescentes que necessitam de proteção e oportunidades de crescimento.
O programa disponibiliza três modalidades de participação:
Padrinho ou madrinha provedora: oferece apoio material ou financeiro, por meio de doações de roupas, calçados, brinquedos e materiais escolares, além de custear cursos profissionalizantes, reforço escolar e atividades esportivas, entre outras opções.
Padrinho ou madrinha prestadora de serviços: disponibiliza conhecimentos profissionais para atender às necessidades das crianças e adolescentes acolhidos, podendo participar profissionais liberais, empresas, clínicas e instituições.
Padrinho ou madrinha afetiva: estabelece vínculos de afeto e convivência com a criança ou o adolescente, por meio de visitas regulares e atividades autorizadas, que podem incluir passeios e momentos de convivência em finais de semana, feriados ou férias escolares, conforme as normas do programa e o acompanhamento da equipe técnica.
QUEM PODE PARTICIPAR?
De acordo com os critérios do programa, pessoas com mais de 21 anos podem se inscrever, desde que respeitem uma diferença mínima de idade de 16 anos em relação à criança ou adolescente apadrinhado. A participação está sujeita à avaliação e aos procedimentos da equipe responsável.
O apadrinhamento oferece diversas possibilidades para aqueles que desejam colaborar com a proteção da infância, seja através de doações, prestação de serviços ou formação de vínculos afetivos.
O prefeito Léo Moraes enfatizou que a solidariedade da comunidade fortalece o cuidado com as crianças acolhidas na cidade.
“Cuidar das nossas crianças é uma responsabilidade de todos. O gesto da Elizângela mostra como a solidariedade pode fazer a diferença na vida de quem mais precisa. Através do programa Apadrinhando uma História, buscamos incentivar mais pessoas a se juntarem a essa rede de apoio, levando carinho, proteção e novas oportunidades às crianças e adolescentes acolhidos”, destacou.
A participação da comunidade é fundamental para fortalecer as ações dos serviços de acolhimento, ampliando as alternativas de apoio às crianças e adolescentes, seja por meio de doações, serviços ou vínculos afetivos.
O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, ressaltou a importância da contribuição da sociedade no apoio às crianças e adolescentes em acolhimento.
“A proteção à infância é uma responsabilidade compartilhada. Agradecemos à madrinha Elizângela Gonçalves por esse gesto de generosidade e convidamos a população a conhecer o programa e participar dessa rede de solidariedade, contribuindo para um futuro com mais oportunidades para nossas crianças e adolescentes”.
A participação no programa possibilita que pessoas e instituições contribuam de diferentes maneiras, conforme as necessidades identificadas pelos serviços de acolhimento e as modalidades disponíveis.
A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, mencionou que a doação também beneficiou outro local destinado ao atendimento de crianças no município.
“A doação feita à Casa Criar demonstra como a solidariedade pode mudar a realidade das crianças acolhidas. Além dos artigos para os bebês da Casa Criar, a madrinha também enviou itens de brincadeira para o Espaço Acolher, favorecendo o bem-estar, a interação e o desenvolvimento das crianças atendidas. O Apadrinhando uma História fortalece os vínculos de afeto, estimula a inclusão e mobiliza a sociedade para que cada criança tenha acesso a cuidado, proteção e oportunidades de se desenvolver com dignidade”.
Os itens entregues ao Espaço Acolher, além dos destinados aos bebês da Casa Criar, ampliam o impacto da contribuição de Elizângela Gonçalves, com materiais voltados para as atividades e interação das crianças atendidas.
A diretora de Proteção Social Especial (DPSE), Poliana Miranda, frisou a relevância da iniciativa e do envolvimento de pessoas dispostas a apoiar o acolhimento e a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.
“Um anjinho de bom coração nos presenteou com diversos artigos para bebês de 0 a 2 anos, incluindo itens para crianças neurodivergentes. É para isso que estamos aqui: para construir pontes entre pessoas de bom coração e crianças que precisam de cuidado, proteção e carinho. A Casa Criar também é um espaço de acolhimento para a solidariedade!”.
A doação exemplifica uma das maneiras de participar do Apadrinhando uma História, que também aceita contribuições de profissionais e pessoas interessadas em oferecer apoio afetivo, respeitando os critérios e a supervisão da equipe responsável.
Aqueles que desejam saber mais sobre o programa e suas modalidades de participação devem procurar informações junto à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), que é a responsável pelas ações de proteção social no município.
Com informações do Capital Rondônia. Fonte: Texto: Adaides Batista · Fotos: Semias · Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).
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